Iniciativa do Hear the World no Brasil orienta professores a identificarem perda auditiva em alunos

Uma iniciativa inédita no Brasil se propõe a alertar os educadores a identificar os sintomas da perda auditiva nos alunos e a procurar a solução adequada. Esta perda, além de prejudicial à saúde de crianças e jovens, dificulta o aprendizado em aula.

 

A ação faz parte do Hear the World (www.hear-the-world.com/br) iniciativa mundial que tem por objetivo conscientizar o público em geral sobre os cuidados com a audição. No Brasil, a iniciativa acaba de incluir a produção de um vídeo para conscientizar professores e pais sobre como identificarem problemas de audição em crianças. "Os professores, muitas vezes, são os primeiros a identificar problemas de visão nos alunos, que reclamam de dificuldade para enxergar a lousa. Na perda auditiva, a situação não é diferente. Lentidão no aprendizado ou falta de concentração podem ser sinais de perda auditiva", afirma Talita Donini, fonoaudióloga do Hear the World.

 

É de extrema importância ter estes profissionais bem orientados, pois eles convivem com as crianças boa parte do tempo e precisam estar capacitados para reconhecer a perda auditiva ainda no princípio. "Como o problema é assintomático, registros comprovam que, em média, as pessoas levam sete anos entre detectar o problema e iniciar o tratamento", informa Talita.

 

Com duração de 15 minutos e roteiro especialmente desenvolvido com linguagem didática, o filme "Ouvir e Aprender" revela o dilema do garoto Lucas, de 7 anos, que na sala de aula tinha um comportamento distinto dos demais colegas. Ele chamou a atenção da professora por ser desatento, não conseguir se comunicar e, mesmo sendo agitado, apresentar uma lentidão no aprendizado. Entretanto, a educadora não soube identificar o problema do garoto. Após uma conversa com colegas, a possibilidade de má audição foi apontada.

 

          

 

Lucas e a família são orientados pela escola a procurar imediatamente um médico otorrinolaringologista. Depois do médico, a fonoaudióloga seleciona o tipo de aparelho auditivo a ser adaptado ao caso. Ainda assim, o desempenho de Lucas não era satisfatório. Foi preciso entender o fato de que a voz do professor sofre com a interferência de ruídos e da distância. Nesse caso, a solução foi implantar o Sistema de FM, formado por um transmissor (microfone) e um receptor (acoplado ao aparelho auditivo). Ao posicionar o transmissor próximo ao interlocutor, no caso o educador, o som da fala é transmitido diretamente ao aparelho auditivo.

 

O Sistema de FM se apresenta como a alternativa que resolve desigualdades, aproximando as crianças na fase de escolarização e viabilizando o cumprimento da Lei que estabelece que alunos com perda auditiva sejam inseridos na rede regular de ensino.

 

Lucas é um personagem fictício, mas sua história não. Crianças, pais e professores que vivenciaram o problema relatam suas experiências reais no vídeo. "O cuidado com a saúde auditiva não costuma fazer parte do check up de rotina, mas as estatísticas provam que os ouvidos estão cada vez mais expostos a ruídos nocivos. Nem mesmo os bebês escapam desses estímulos precoces aos ouvidos em função dos brinquedos sonoros que existem hoje em dia", diz Talita. Daí a importância da realização de avaliações audiológicas periódicas.

 

Sinais da perda auditiva

 

Pais e professores devem atentar a alguns detalhes para acompanhar a saúde auditiva de seus filhos:

 

  • a criança não reage a barulhos fortes;
  • não atende quando é chamado pelo nome;
  • pede para aumentar o som da TV, computador ou telefone com frequência;
  • se mostra "avoada";
  • dificuldade em manter a atenção;
  • parece irritada e dificilmente faz vínculos com outras crianças;
  • prefere brincar sozinha;
  • dificuldade na alfabetização;
  • troca de fonemas na escrita;
  • dificuldade de aprendizado em geral.

 

Caso seja detectada uma perda auditiva na criança, o tratamento deve ser imediato. "A perda auditiva é um problema grave que compromete o desenvolvimento da linguagem", alerta Talita. O primeiro passo é procurar um otorrinolaringologista. O pediatra pode fazer esse encaminhamento. Após a consulta, a criança deve realizar exames solicitados para avaliar a audição e, caso seja necessário, deve ser encaminhada para um fonoaudiólogo.

 

O vídeo está sendo distribuído nas ações realizadas pelo Espaço Phonak – Tecnologia da Audição.

 

Fonte: ADS Comunicação Corporativa

Fale Conosco

Mande suas dúvidas e sugestões para nós!

Enviar