Um alerta: Os pais não têm o costume de conversar com seus filhos adolescentes sobre o risco da perda auditiva

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos aponta que a maioria dos pais não tem discutido sobre a perda auditiva com seus filhos adolescentes, mesmo com a taxa de um a cada adolescente apresentar perda auditiva em frequências altas.

 

Uma pesquisa realizada pela Pesquisas Nacionais em Saúde Infantil da Universidade de Michigan mostra que dois terços dos pais não conversam sobre o risco de perda auditiva induzida por ruído com seus filhos adolescentes. Entre esses pais, mais de três quartos acreditam que seus filhos não estão em risco de desenvolver uma perda auditiva.

 

Segundo dados nacionais, um em cada seis adolescentes nos Estados Unidos tem perda auditiva em frequências altas que podem ter sido causadas por períodos extensos de exposição a ruído alto ou até por exposições breves a sons extremamente altos. Um aumento aparente em perdas auditivas em frequências altas pode ser parcialmente atribuído ao aumento do uso popular de MP3 por adolescentes. Muitos adolescentes e seus pais não consideram as conseqüências em longo prazo dos danos a audição causada por ruído.

 

 

Desconhecimento sobre a perda auditiva

 

A perda auditiva induzida por ruído normalmente passa despercebida em seu estágio inicial. Com o passar do tempo e da exposição ao ruído, a perda auditiva em frequências altas pode progredir até o ponto em que ela afeta a compreensão da fala.

 

“Adolescentes desconhecem os danos causados pelo ruído até o ponto que isso afete a fala e a comunicação” afirma Sarah Clark, diretora associada ao CHEAR – Pesquisas e Avaliações na Saúde Infantil, na Universidade de Michigan. “Nesse estágio eles podem ter dificuldade na escola e na comunicação em situações sociais.”

 

 

Passos simples em direção ao diálogo

 

“A perda auditiva induzida por ruído é irreversível, mas pode ser prevenida” afirma Deepa L. Sekhar, doutora e professora assistente do departamento pediátrico na faculdade de medicina Penn State. “Existem alguns passos simples que os pais e adolescentes podem tomar em direção ao diálogo.”

 

Um desses passos é encorajar o uso de fones de ouvido com limitação máxima de volume, aparelhos que aparentam como fones de ouvido regular, mas restringem o som até 85 dB ou menos, o que representa uma redução de até 40% na saída máxima de volume.   

 

O estudo apontou que em relação a esse dado, somente 32% dos pais tinham conhecimento de fones de ouvido com limitação máxima de volume. Quando foram informados da existência desses dispositivos, mais da metade desses pais apontaram que gostariam de comprá-los para seus filhos adolescentes. Contudo, somente um terço dos pais acredita que seus filhos iriam realmente utilizar esses fones.

 

 

Fonte: C.S. Mott Children’s Hospital, National Poll on Children’s Health, University of Michigan

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