Exposição a substâncias químicas aumenta o risco de perda auditiva

A exposição a substâncias químicas, como solventes orgânicos e metais pesados, está relacionada ao risco de aumento de perda auditiva, conforme estudo coreano.

O ruído é conhecido como a causa de perda auditiva, mas a exposição química pode prejudicar a audição ou intensificar o prejuízo causado pelo ruído.

Um estudo coreano tem investigado a exposição a substâncias químicas e sua contribuição no aumento de risco de perda auditiva entre trabalhadores de indústrias na Coreia. Os resultados mostraram uma clara correlação entre trabalhadores que estiveram expostos a produtos químicos e perda auditiva. Os trabalhadores expostos a ruídos eram 1,64 vezes mais propensos a desenvolver perda auditiva, quando comparados a indivíduos não expostos, enquanto que trabalhadores expostos a ruídos e a metais pesados e/ou solventes orgânicos eram 2,15 vezes mais propensos a desenvolver perda auditiva.

Exposição química aumenta o efeito

No estudo, os pesquisadores examinaram mais de 30 mil trabalhadores de toda a Coreia, incluindo uma gama de indústrias que participou da Korea National Occupational Health Surveillance, em 2009.

Os pesquisadores obtiveram informação acerca da exposição de indústria de base, por exemplo, do nível de ruído, metais pesados e solventes orgânicos, e também tiveram informação acerca da saúde dos trabalhadores, através de exame audiométrico para detectar a perda auditiva.

Segundo os pesquisadores, os resultados comprovaram que a coexposição a metais pesados e/ou solventes orgânicos aumentam os efeitos de exposição a ruídos na perda auditiva. Em outras palavras, trabalhadores de indústria que trabalham com exposição química têm grande risco de adquirir perda auditiva.

Sobre o estudo

O estudo foi realizado por pesquisadores da universidade de medicina Gachon University of Medicine e da Korea Occupational Safety and Health Agency, ambas na Coreia, e publicado pela National Center for Biotechnology Information, nos Estados Unidos.

 

Fonte: www.ncbi.nlm.nih.gov/

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