29 de maio é o Dia Mundial da Esclerose Múltipla: saiba como identificar e tratar o problema

 
A esclerose múltipla é uma doença autoimune, ou seja, quando o sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por engano. Ela afeta o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central) e acomete, na maioria das vezes, mulheres brancas e indivíduos jovens. Não há explicação para isso, mas existem várias causas como gene de suscetibilidade, dieta inadequada, problemas hormonais e infecção com o vírus Epstein Baar, responsável pela mononucleose – mais conhecida como doença do beijo. A esclerose múltipla manifesta-se sempre de forma isolada, não sendo hereditária.
 
A doença geralmente se manifesta entre os 20 e os 40 anos, mas pode acometer pessoas de qualquer idade. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos na cidade de São Paulo aumentou cinco vezes entre 2002 e 2009. Atualmente, são 15 casos a cada 100 mil habitantes. Em todo o Brasil, cerca de 200 pessoas em cada 100 mil são diagnosticadas com a doença.
 
De acordo com a Dra. Renata Simm, coordenadora do Departamento de Neurologia do Hospital Santa Paula, os sintomas são variados e duram mais que 24 horas: turvações da visão, pequenas alterações no controle da urina, fraqueza em partes isoladas do corpo, formigamento das pernas ou de um lado do corpo, visão dupla ou perda visual prolongada, desequilíbrio, tremor, falta de coordenação motora, perda de audição, fadiga, entre outros. A esclerose múltipla se manifesta por surtos que começam de repente, atingem o ápice e cessam.
 
O diagnóstico é clínico, baseado no relato do paciente e em exames como a ressonância magnética do cérebro e o exame do líquido da espinha. Eles são importantes para sua confirmação e também para afastar outras doenças que podem simular a esclerose múltipla.
 
Tratamento
 
A esclerose múltipla ainda não tem cura, mas existem meios de diminuir a progressão da doença. Veja algumas recomendações da Dra. Renata Simm:
 
- Tenha acompanhamento médico regular e tome a medicação corretamente;
 
- Mantenha um estilo de vida saudável, com boa alimentação, repouso e qualidade de vida, considerando uma parte do dia para relaxar.
 
- Evite temperaturas extremas, pois elas podem piorar os sintomas pré-existentes ou até induzir novos surtos.
 
- Faça fisioterapia quando os movimentos forem comprometidos;
 
- Em surtos agudos fique em repouso;

- Faça exercícios físicos para auxiliar o processo de recuperação após um surto.
 
Fonte: Portal Beleza Revelada

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