Estudos confirmam associação entre perda auditiva demência e declínio cognitivo

O cérebro humano tem a tendência de diminuir o tamanho ao longo da vida, e está comprovado a correlação que pessoas com perda auditiva tendem a acelerar esse processo.
Mais de 40% das pessoas entre 60 e 69 anos tem perdas auditivas significativas e esse número sobe para quase 90% na população com idade superior a 80 anos.
É estimado que mais de 1,95 bilhões de pessoas tenham mais de 60 anos no ano de 2050, o que representará 21% do total da população.
Um estudo comprovou que 35% das pessoas que possuem perda auditiva tem grau de perda leve e destes menos de 5% usam aparelhos auditivos e muitos estudos mostram que pessoas com perda leve tem 2 vezes mais chances de desenvolver a demência, com perdas moderadas tem 3 vezes mais chances e com perdas severas tem 5 vezes mais chances.
O “World Health Organization” calcula que 36 milhões de pessoas sofram de demência atualmente e que esse número pode triplicar até o ano de 2050.
Apesar de não tem um link específico entre a perda auditiva e a demência, tem sido observado que o aumento da carga de trabalho mental e o isolamento social que a perda auditiva causa, são fatores contribuintes para a demência.
Foi realizado em 2014 um estudo longitudinal com 126 participantes que realizaram ressonância magnética (RM) ao longo de 10 anos e testes de audiometria, no início 75 pessoas tinham audição normal e 51 tinham perda leve.
Analisando essas RM perceberam que a perda da massa encefálica foi maior naqueles que começaram a pesquisa já com perda auditiva.
Conclui-se que há indícios que correlacionam esses dados e desencadeiam num declínio cognitivo. Quando a cóclea envia um sinal fraco ao cérebro, que é o que ocorre quando há perda auditiva, o cérebro tem que trabalhar mais para decodificar o sinal. Esse esforço demasiado leva a redução da cognição e às habilidades de pensar. A perda auditiva então ocasiona um processo de mudança na estrutura cerebral que decodifica o som e é a mesma estrutura que realiza funções cognitivas, que por sua vez está diretamente relacionada ao isolamento social, que já é conhecido por ser um fator de risco para demência/declínio cognitivo. Por outro lado há o benefício potencial no uso contínuo dos aparelhos auditivos na preservação ou mesmo na melhoria das habilidades cognitivas, sendo assim o seu uso não é apenas uma opção, mas uma arma na prevenção para doenças cerebrais cognitivas que são permanentes.

Fontes:

Johns Hopkins Medicine

Action on Hearing Loss

Amplifon Centre for Research and Studies

Hearing Aid Sector Report Vontobel, 2010, Marke Trak VIII


 

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