A principal causa de surdez na infância é a herança genética

O teste da orelhinha deve ser realizado ainda no primeiro mês do bebê

Foto: Getty Images

 

A principal causa de surdez na infância é a herança genética. “Se existe algum caso de surdez na família, a criança tem 14 vezes mais chances de ter problemas auditivos”, afirma Nobrega. Outros fatores de risco são infecções da mãe durante a gravidez, como rubéola, e bebês prematuros ou com baixo peso.

 

A linguagem da criança se desenvolve pela audição. Ouvindo a voz da mãe, desde o útero, e de todas as outras pessoas que o cercam depois do nascimento, o bebê aprende a falar. Assim, identificar deficiências auditivas o mais cedo possível garante um desenvolvimento saudável. Para o alívio dos pais, desde 2010, o Teste da Orelhinha é gratuito e obrigatório em hospitais públicos e privados de todo o Brasil.

 

Existem dois tipos de exames: um para crianças com risco de surdez e outro para as sem risco. No segundo grupo, é mais simples. Chamado Teste de Emissões Autoacústicas, apenas determina se a criança consegue ouvir ou não. Já no grupo de risco, o teste é mais completo: chamado Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, ele mapeia desde a orelha interna até o tronco cerebral. “O ideal é que seja feito 48 horas depois do parto. Se for muito precoce, o teste pode falhar”, comenta o presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia, Manoel de Nobrega. O teste é rápido, simples e indolor.

 

Quanto mais cedo os problemas auditivos são identificados, melhor e mais eficaz será o tratamento. “Se é feito um diagnóstico de surdez da criança, e ela for tratada antes dos seis meses, pode desenvolver a fala normalmente. Agora, se for reabilitada depois do sexto mês, ela desenvolve a fala como uma criança com problemas mentais”, explica Nobrega. Vale lembrar que durante o primeiro ano de vida a criança aprende a base da linguagem - os fonemas.

 

Ênfase no teste
Apenas o Teste da Orelhinha é capaz de concluir se uma criança é surda ou não. Alguns pais acreditam que balbuciar alguns sons é sinal de que não há comprometimento da audição. Na verdade, todos os bebês balbuciam, ouvindo ou não. “A partir de sete meses, a balbuciação tem função de linguagem. Mas a criança surda vocaliza sons que não têm função de linguagem”, explica Nobrega.

 

Especialista em otologia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Arthur Castilho enfatiza que, sem o teste, só é possível perceber a surdez depois de a criança completar um ano. “Já é tarde demais e se perdeu um tempo importante de tratamento”, diz.

 

Parte do grupo de risco ou não, a realização do teste e o diagnóstico são decisivos para o futuro da criança. “A reabilitação é sempre possível quando o problema é identificado rapidamente”, declara Nobrega.

 

Fonte: Terra

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