Intolerância aos sons pode até afastar pessoas do convívio com outras e da rotina de vida

Pouco conhecida pela população, a Hipersensibilidade Auditiva é uma intolerância aos sons do dia-a-dia. Por mais que seja esperado que os sons altos incomodem mais pessoas do que os sons baixos, os portadores de hipersensibilidade já começam a incomodar com sons a partir de 95-100 Decibels (dB). Para se ter uma noção, uma conversa em volume normal alcança cerca de 65-70dB. Nos casos mais graves de hipersensibilidade, as pessoas já sentem desconforto ao ouvirem sons de 40 ou 50dB, o que praticamente inviabiliza uma vida profissional ou social.
 
A hipersensibilidade auditiva pode aparecer sozinha ou acompanhar o zumbido no ouvido, um som interno e individual que afeta crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. “O zumbido no ouvido tem várias causas como: alimentação inadequada, com consumo excessivo de doces, gorduras e café; fatores emocionais, uso de medicamentos tóxicos e a exposição a sons altos, seja no lazer ou nas  profissões, como músicos, engenheiros de obras, motoristas, Djs e cabeleireiros e trabalhadores de indústrias”, explica a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez.
 

Os casos de zumbido no ouvido já atingem 28 milhões de brasileiros e cerca de 40% deles apresentam também a Hipersensibilidade auditiva. O tratamento, segundo a médica, deve ser extremamente minucioso. “É preciso um estudo completo do ouvido e do perfil do paciente para saber o que está provocando esses sintomas que estão alertando que algo não está bem e deve ser corrigido ou ao menos minimizado”, complementa a Dra. Tanit Ganz, que é presidente daAssociação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido – APIDIZe do Instituto Ganz Sanchez.
 
Fonte: Paranashop

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